Competindo à escola a divulgação e dinamização das mais variadas formas de expressão e arte, pareceu à equipa da BE/CRE José Ferreira Brandão que a celebração deste dia constituiria uma forma de sensibilizar os nossos alunos para a poesia.
Assim, para que todos o possamos comemorar em conjunto, amanhã dia 20, na segunda aula do dia, pelas 10H15, será deixado na secretária do professor de todas as salas um poema que se pretende seja lido à turma pelo professor ou por um aluno; será, pois, um momento que toda a Escola dedicará à leitura de poesia e que se quer que seja suficientemente motivador para futuras incursões neste género literário, para além de agradável.
Para a concretização da actividade foram seleccionados alguns poemas que se procurou adequar quer à faixa etária das diferentes turmas, quer aos interesses dos alunos.
A título de exemplo, deixamos aqui um dos poemas a serem lidos.
Não posso adiar o coração para outro século
Não posso adiar o amor para outro século
Não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
Não posso adiar o amor para outro século
Não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa, in Antologia Pessoal de Poesia
Eugénio de Andrade,. Campo das Letras
Eugénio de Andrade,. Campo das Letras
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