Mostrar mensagens com a etiqueta Namorados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Namorados. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

DIA DOS NAMORADOS

Em colaboração com o Clube de Línguas, a Biblioteca José Ferreira Brandão vem mais uma vez associar-se à publicitação de trabalhos produzidos pelos nossos alunos em sala de aula.

No âmbito das disciplinas de Inglês e Francês, as turmas "A" e "E" do 10 º Ano, desenvolveram trabalho na área de vocabulário específico relacionado com a comemoração do Dia dos Namorados, tendo produzido alguns textos.

Enquanto os alunos de Inglês resolveram escrever poemas de amor, os alunos de Francês optaram por escrever cartas aos seus amados.


Estes textos encontram-se expostos na vitrina junto à entrada da Biblioteca, pelo que convidamos todos a visitá-la, tanto mais que a qualidade dos textos revela qualidade e criatividade.
FELIZ DIA DOS NAMORADOS!


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

DIA DE S. VALENTIM

Na semana dos namorados, lembremos dois autores sempre actuais, um de expressão francesa e outro de expressão inglesa, que tão bem souberem expressar o amor, afinal a nossa razão de existência.

SHALL I COMPARE THEE TO A SUMMER'S DAY?

Shall I compare thee to a summer's day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date:
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimm'd;
And every fair from fair sometime declines,
By chance or nature's changing course untrimm'd;
But thy eternal summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou owest;
Nor shall Death brag thou wander'st in his shade,
When in eternal lines to time thou grow'st:
So long as men can breathe, or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.

SHAKESPEARE, SONNETS, 1609


QUE SERAIS-JE SANS TOI

Que serais-je sans qui vins a ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un coeur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement

J'ai tout appris de toi sur les choses humaines
Et j'ai vus désormais le monde à ton façon
J'ai tout appris de toi comme on boit aux fontaines
Comme on lit dans le ciel les étoiles lointaines
Comme au passant qui chante on reprende sa chanson
J'ai tout appris de toi jusqu'au sens du frisson

Que serais-je sans qui vins a ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un coeur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement

J'ai tout appris de toi ce qui me concerne
Qu'il fait jour à midi qu'un ciel peut être bleu
Que le bonheur n'est pas un quinquet de taverne
Tu m'as pris par la main dans cet enfer moderne
Óu l'homme ne sait plus que c'est qu'être deux
Tu m'as pris par la main comme un amant heureux

Que serais-je sans qui vins a ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un coeur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement

Qui parle de bonheur a souvent les yeux tristes
N'est ce pas un sanglotde la déconvenue
Une corde brisée aux doigts du guitariste
Et pourtant je vous dis que le bonheur existe
Ailleurs que dans le rêve ailleurs que dans les nues
Terre terre voici ses rades inconnues

Que serais-je sans qui vins a ma rencontre
Que serais-je sans toi qu'un coeur au bois dormant
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre
Que serais-je sans toi que ce balbutiement

ARAGON, LE ROMAN INACHEVÉ, novembre 1956

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

DIA DOS NAMORADOS


O Dia dos namorados está aí, mas se esta "moda" foi importada , outros hábitos relacionados com os namorados fazem parte da cultura portuguesa mais tradicional , sobretudo em algumas zonas do país. Estamos a falar, por exemplo, da tradição dos "Lenços dos Namorados".

Para além destes lenços constituírem parte integrante do trajo do Minho eles eram também usados no Douro Litoral, Trás-os-Montes, Beira Alta, Estremadura, Alentejo e Açores.

" Os lenços de namorados" constituíam a um dado momento uma prova da declaração feita pela bordadeira ao seu namorado e na maior parte dos casos esta declaração era atendida e o conversado comprometia-se, também, publicamente nesta ligação usando o lenço por cima do seu casaco domingueiro, colocado ao pescoço com o nó voltado para a frente.

Caso a rapariga não fosse correspondida o lenço voltaria às suas mãos. Se o namorado trocasse de parceira fazia chegar à sua antiga pretendida o lenço, fazendo-o acompanhar de todos os objectos que daquela possuía: fotografias, cartas, etc.

Outras vezes os lenços eram motivo duma simples brincadeira ou troca de palavras. Nas festas os rapazes tiravam os lenços das raparigas simulando uma ligação amorosa. Quando o rapaz já tinha namorada o facto de simular uma ligação com outra ao roubar-lhe o lenço era muitas vezes motivo de desavença entre a sua namorada e aquela a quem o lenço tinha sido roubado.

O lenço no rapaz para além de ser usado por cima do casaco domingueiro podia, também, ser usado na aba do chapéu ou até mesmo na ponta do pau que era costume o rapaz trazer consigo.

Quando eram utilizados pelas suas “donas” no seu trajo de festa, estes eram colocados do lado direito da cintura, deixando pender uma das pontas, dando assim à sua indumentária uma graciosidade particular.

Os lenços traduzem os mais variados sentimentos duma rapariga em idade de casar, quer manifestados através dos símbolos que se prendem com a fidelidade, quer através de símbolos religiosos que referem o acto específico do casamento, ou ainda através de quadras de gosto popular, que na maior parte dos casos denunciam a ignorância ortográfica da bordadeira, pois facilmente nos deparamos com erros ortográficos dos mais variados.

Tudo era feito em função da fantasia das fantasias - o Amor - e ele de facto parece ser a causa directa desta rica e exuberante manifestação artesanal.

Para completar esta informação encontram-se expostos na Biblioteca alguns "lenços dos namorados.